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II Congresso Extraordinário da Federação Médica Brasileira (FMB) reúne representantes de sindicatos

Evento acontece em João Pessoa, na Paraíba, até 16 de março

Sindicatos de base que integram a Federação Médica Brasileira (FMB) se reuniram, nesta quinta-feira (14), durante o II Congresso Extraordinário, sediado em João Pessoa, na Paraíba. Durante o encontro, foram realizadas discussões sobre a Entidade, com a apresentação de balanços e planejamentos para este ano, incluindo alterações do Estatuto.

Representantes dos 26 sindicatos filiados receberam as boas-vindas de Tadeu Calheiros, presidente da FMB, Fernando Mendonça, vice-presidente da FMB, e Tarcísio Campos, secretário de Saúde Suplementar da FMB e presidente do Sindicato dos Médicos da Paraíba, anfitrião do evento. Eles falaram sobre a expectativa para o Congresso que começou nesta quinta-feira na capital paraibana e exaltaram a importância da atividade médica para a sociedade; bem como, a relevância da atividade sindical para aperfeiçoamento da função.

Antes da abertura oficial do congresso, os representantes dos sindicatos de base participaram do conselho deliberativo. Janice Painkow, secretária de Finanças da FMB, apresentou os demonstrativos financeiros dos últimos anos, com explanação das despesas, valores investidos e do saldo atual da federação.

De forma democrática, os participantes do encontro pediram a palavra e debateram os locais onde a categoria médica deve ser representada e ter espaço para discussões de avanços profissionais, em ambientes políticos e sociais. Ainda foi discutida a filiação de novos sindicatos ao FMB.

Durante o encontro, dirigentes da FMB e representantes dos sindicatos debateram a alteração do Estatuto. O documento precisava ser atualizado e alinhado ao trabalho que está sendo realizado pela FMB.

“Hoje somos 26 sindicatos de base que representam todas as regiões do Brasil. Temos mais atividades internas e muito mais ações práticas e compromissos que exigem que atualizemos esse documento”, destacou Tadeu Calheiros, presidente da FMB.

As duas principais discussões foram a ampliação dos cargos dos dirigentes da FMB, que passou de 15 para 23 diretores e a definição de que 30% dos cargos da diretoria e do conselho fiscal serão ocupadas por mulheres.

“A votação do estatuto se deu de forma democrática e acalorada como é característica da FMB. Mantivemos no estatuto a obrigatoriedade de ter um mínimo de 30% de mulheres na Diretoria e Conselho Fiscal demonstrando nossa adequação à feminilização cada vez maior da categoria médica”, destaca Waldir Araújo Cardoso, primeiro presidente da FMB, dirigente sindical do Pará e responsável pela condução do debate.

Nos próximos dias – Na sexta-feira (15), serão realizadas duas palestras para os médicos que se inscreveram no congresso e para os convidados. No período da manhã, o médico e presidente do Tribunal de Contas da Paraíba, Nominando Diniz, vai falar sobre “Pejotização, a nova realidade do trabalho médico e seus riscos”. Durante à tarde, Dra. Gabriella Belkisse Rocha Nassar, consultora legislativa e relações institucionais e governamentais do Conselho Federal de Medicina, vai ministrar uma palestra sobre “Salário-mínimo profissional para médico: onde estamos e o que queremos”

No sábado, terceiro e último dia do evento, a programação estará voltada para os jovens médicos e estudantes de medicina. Será realizado um painel dedicado à discussão sobre a importância dos núcleos de médicos recém-formados e estudantes de medicina na organização defesa profissional.

A FMB – A entidade tem como princípios fundamentais a democracia participativa, o sindicalismo ético e independente, apartidarismo e compromisso com o povo brasileiro. A federação tem o objetivo de combater a crescente desvalorização do trabalho médico, com grande prejuízo na qualidade da assistência médica; a absoluta ineficácia das políticas de qualificação da formação de médicos no país e a crescente onda de transferência da gestão na saúde pública para organizações sociais e fundações públicas de direito privado.

A FMB é formada por 26 sindicatos médicos do Brasil: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Anápolis (GO), Campinas (SP), Ceará, Criciúma (SC), Grande ABC (SP), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Região Sul Catarinense, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Tocantins e Sorocaba (SP).