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Profissionais e estudantes de medicina debatem futuro da profissão médica no Brasil

Debate aconteceu na manhã deste sábado (16), durante o II Congresso Extraordinár

As perspectivas da função médica no Brasil foram discutidas no terceiro e último dia do II Congresso Extraordinário da Federação Médica Brasileira (FMB). Neste sábado (16), profissionais ligados ao sindicatos de base debateram o futuro da profissão ao lado de acadêmicos da Associação dos Estudantes de Medicina da Paraíba e do Brasil.

A mesa de debate composta por Tarcísio Campos, presidente do Sindicato dos Médicos do Estado da Paraíba (SIMED-PB), e pelo vice-presidente da FMB e diretor do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais, Fernando Luiz de Mendonça, recebeu os estudantes Pedro Augusto e Filipe Carlos, presidente da AEMED-PB e vice-presidente da Associação dos Estudantes de Medicina do Brasil, respectivamente.

Entre as discussões do debate, o estudante Pedro Augusto evidenciou que uma das iniciativas da associação é a ampliação do ensino, da pesquisa e da extensão dentro dos cursos de medicina no estado. Essa visão do grupo de acadêmicos ocorre diante do excesso de cursos de medicina no país, e a forma frágil que são formações são oferecidas. “A preocupação é com a qualidade dos profissionais que estão se formando atualmente. Hoje, a Paraíba tem anualmente um índice de 1,2 mil profissionais concluindo o curso de medicina”, opinou o estudante.

Segundo Pedro, uma das preocupações da classe estudantil deve ser o combate à ideologia de novos profissionais que visam apenas o lucro com a profissão médica. O estudante ponderou a necessidade da visão humanizada da atividade e enalteceu as discussões que, muitas vezes, desencadeavam esse viés durante o congresso.

Durante a mesa, os acadêmicos ainda afirmaram a necessidade de aproximação com profissionais ligados a entidades sindicais. Para eles, encontros como esses promovidos pela FMB são fundamentais para o conhecimento dos direitos profissionais, assim como, para o aperfeiçoamento dos ideais de condições de trabalho, expectativas salariais e atendimento à população na área da saúde pública.

O evento foi encerrado com a fala de Tarcísio Campos, presidente SIMED-PB, sobre a importância do acolhimento aos novos profissionais. “É preciso dar atenção a esses novos médicos, que facilmente podem perder o interesse à função sindical por desejo de trabalhar muito. É preciso manter o desejo de um salário digno e evitar a precarização do trabalho médico. Devemos persistir para alcançar esses objetivos, como tem sido em tudo que cerca nossa profissão”, enfatizou o médico anfitrião do evento.